sexta-feira, 2 de agosto de 2019

A ORIGEM DO FEITIÇO HOCUS POCUS

040. A ORIGEM DO FEITIÇO HOCUS POCUS

Um ritual é um ato mágico que faz o abstrato virar concreto e o ficcional virar real. A essência do ritual é o feitiço mágico “Hocus pocus”.


Como fazer com que Cristo seja real para seus devotos? Na cerimônia da missa, o padre toma um pedaço de pão e uma taça de vinho e proclama que o pão é o corpo de Cristo, o vinho é o sangue de Cristo, e que ao comê-lo e bebê-lo o fiel alcança a comunhão. O que poderia ser mais real do que provar Cristo em sua boca?

Tradicionalmente, o padre fazia essas ousadas proclamações em latim, a antiga língua da religião, da lei e dos segredos da vida. Diante dos olhos assombrados dos aldeões reunidos o padre erguia bem alto o pedaço de pão de exclamava “Hoc est corpus” — Este é o corpo! — e o pão torna-se supostamente o corpo de Cristo.

Nas mentes de camponeses analfabetos, que não falavam latim, “Hoc est corpus” se confundia com “hocus pocus”, e assim nasceu um poderoso feitiço que pode transformar um sapo num príncipe e uma abóbora numa carruagem.


Yuval Harari no Livro 21 Lições Para o Século 21

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

038. UM CONSELHO PARA OS JOVENS

038. UM CONSELHO PARA OS JOVENS


Um conselho que eu poderia dar a um jovem de quinze anos enfiado numa escola desatualizada em algum lugar do Brasil, do México, da Índia ou do Alabama é: não confie demais nos adultos. A maioria deles tem boas intenções, mas eles não compreendem o mundo. No passado, era relativamente seguro apostar em seguir os adultos, porque eles conheciam as coisas bastante bem, e o mundo se transformava lentamente. Mas o século XXI será diferente. Devido ao ritmo cada vez mais acelerado das mudanças, você nunca terá certeza se aquilo que os adultos estão lhe dizendo é fruto de uma sabedoria atemporal ou de um conceito ultrapassado.

A tecnologia não é uma coisa ruim. Se você souber o que deseja na vida, ela pode ajudá-lo a conseguir. Mas se você não sabe, será muito fácil para a tecnologia moldar por você seus objetivos e assumir o controle de sua vida. E, à medida que a tecnologia adquire uma melhor compreensão dos humanos, você poderia se ver servindo a ela cada vez mais, em vez de ela servir a você. Você já viu esses zumbis que vagueiam pelas ruas com o rosto grudado em seus smartphones? Você acha que eles estão controlando a tecnologia ou é a tecnologia que os está controlando?

Então, você deve confiar em si mesmo? Isso soa muito bem na Vila Sésamo ou num filme antigo da Disney, mas na vida real nem tanto. Até mesmo a Disney está começando a se dar conta disso. Assim como Riley Andersen, a maioria das pessoas quase não conhece a si mesma, e quando tenta “ouvir-se a si mesma” torna-se presa fácil de manipulações externas. A voz que ouvimos dentro de nossa cabeça nunca foi confiável, porque sempre refletiu propaganda oficial, lavagem cerebral ideológica e publicidade comercial, sem falar nos bugs bioquímicos.

À medida que a biotecnologia e o aprendizado de máquina se aprimoram, ficará mais fácil manipular as mais profundas emoções e desejos, e será mais perigoso que nunca seguir seu coração. Quando a Coca-Cola, a Amazon, a Baidu ou o governo sabem como manipular seu coração e controlar seu cérebro, você ainda pode dizer qual é a diferença entre seu próprio eu e os especialistas em marketing que trabalham para eles?

Para ser bem-sucedido numa tarefa tão intimidadora, você terá de trabalhar muito duro para conhecer melhor seu sistema operacional. Para saber quem você é, e o que deseja da vida. Este é o mais antigo conselho registrado: conheça a si mesmo. Por milhares de anos filósofos e profetas instaram as pessoas a conhecerem a si mesmas. Mas esse conselho nunca foi mais urgente do que é no século XXI, pois diferentemente da época de Lao Zi ou Sócrates, agora você tem uma séria concorrência. Coca-Cola, Amazon, Baidu e o governo estão todos correndo para hackear você. Não seu smartphone, nem seu computador, nem sua conta bancária — eles estão numa corrida para hackear você e seu sistema operacional orgânico. Você pode ter ouvido dizer que estamos vivendo numa era de hackeamento de computadores, mas isso não é nem metade da verdade. A verdade é que estamos vivendo na era do hackeamento de humanos.

Neste exato momento os algoritmos estão observando você. Estão observando aonde você vai, o que compra, com quem se encontra. Logo vão monitorar todos os seus passos, todas as suas respirações, todas as batidas de seu coração. Estão se baseando em Big Data e no aprendizado de máquina para conhecer você cada vez melhor. E, assim que esses algoritmos o conhecerem melhor do que você se conhece, serão capazes de controlar e manipular você, e não haverá muito que fazer. Você estará vivendo na matrix, ou no Show de Truman. Afinal, é uma simples questão empírica: se os algoritmos realmente compreenderem melhor que você o que está acontecendo dentro de você, a autoridade passará para eles.

É claro que você poderia ser feliz cedendo toda a autoridade para os algoritmos e confiando neles para que decidam por você e pelo resto do mundo. Se é assim, apenas relaxe e aproveite a viagem. Você não precisa fazer nada a respeito. Os algoritmos cuidarão de tudo. Se, no entanto, você quiser manter algum controle sobre sua existência pessoal e o futuro de sua vida, terá de correr mais rápido que os algoritmos, mais rápido que a Amazon e o governo, e conseguir conhecer a si mesmo melhor do que eles conhecem. Para correr tão rápido, não leve muita bagagem consigo. Deixe para trás suas ilusões. Elas são pesadas demais.


Yuval Harari no Livro 21 Lições Para o Século 21

Estamos todos muito felizes

Estamos todos muito felizes porque estamos no momento maravilhoso de nossa caminhada onde estamos RETORNANDO a quem nós somos e estamos buscando a retomada de nosso PODER PESSOAL.  Todas as alegorias que utilizamos para buscar o próximo nivel de consciência são essenciais no momento em que lançam mão dela para a vossa caminhada, nada e desperdiçado. Aproveitar ai máximo cada ferramenta que vos chega a mão para este momento potencializa vosso próprio ser o que os prepara para ir um pouco mais além. Buscar a própria evolução é um caminho pessoal, é para dentro de si mesmo ainda que se utilize das ferramentas para se chegar a este mergulho. A observação e autoobservação sob a perspectiva do teu ser multidimensional é muito apreciada para o momento em que você DECIDE  expandir sua consciência e buscar ascencionar através de UM ESTADO DE SER MAIS ELEVADO.   Você decide essa expansão e então se apropria de certas ferramentas e segue com um determinado aprendizado, mas o mais importante disto é estar realmente saindo da ilusão e estar sempre levando todas as questõesq para o teu campo quântico pessoal e percebendo que cada situação pode ser recriada sob outra perspectiva, mas nenhuma perspectiva é realmente mais apropriada para você do que a do teu próprio EU SUPERIOR, buscar no teu eu DIVINO, EU multidimensional uma visão mais elevada o tras para uma visão que deixa de ser unilateral que em geral é a perspectiva do ego. O Ego apenas serve a si mesmo, inclusive se serve até mesmo de nós mesmos se apropriando falsamente de atributos com os quais cria falsas percepções e com elas segue como se fosse a  verdade absoluta até que comece a tropeçar em suas próprias crenças. Busque a visão mais elevada e CRIE um mundo melhor para você mesmo e todos ao seu redor limpando se das perspectivas equivocadas do EGO. Dilua o Ego na Centelha Divina que és. Permita que esta seja a tua LUZ diariamente, fazendo desta vontade dnir-se a ela sua propria oração. Seja a TUA INTENSÂO a tua oração na proporção máxima que puderes alcançar. Tua intenção está em tudo, crie o hábito de observá-la.🌺🌺🌺🌺🌺

Gravei um audio pra lhes mandar

Gravei um audio pra lhes mandar. Não foi desapareceu e não o encontrei mais.
Mas então vou escrever.
Meus amados irmãos eu vejo somente Amor em vocês e tenho por isso a certeza de que vocês me amam.
Quero pedir a vcs desligarem o despertador . Estamos ouvindo a todo momento o despertador nos acordar. O relógio despertador toca quando escutamos um audio, uma canalização, um vídeo  , o externo nos açoita com problemas, marido,  mulher, filhos,  chefe,  vizinho,  namorada,  trabalho. Todos despertadores. Olhamos , lembramos que é pra despertar, viramos pro lado e adormecemos mergulhados na três D.  No modo soneca.   Chega de despertador. CANCELA O MODO SONECA. Hora de levantar.  Despertar. Vamos ver o mundo todo com os olhos do amor da consciência Crística. Deixar os " pijamas usados pra dormir" pra trás.  Não deixar por abandono.  Digo deixar pra trás as formas como nos víamos tais pijamas. Usar do PODER que temos é transformar o pijama em um lindo manto de luz de

Vamos despertos transmutar em luz

Vamos despertos transmutar em luz o que víamos antes e agora ver com os olhos do amor.
Assim vamos também fazer nossa revogação nestas aulas . Mas chega de soneca  e chega de dar PODER  a outros. Uns implantaram não tem uns. Fomos nós mesmos e somente nos temos o poder de revogar. Porque? Porque temos o poder do EU SOU  em nós.  E resolvemos que somos livres e como tal nenhum poder de controle externo pode nos colocar denovo no modo soneca.
Despertamos, nos levantamos.  E neste período deste curso tornamos nossa força muito grande e mostramos nestes  dias ao universo: EU SOU LIVRE e  TENHO MINHA CONSCIÊNCIA EXPANDIDA  ao ponto de não mais precisar de despertadores.
O CAMINHO É
CAMINHAR. SOU FERNANDO DOS PASSOS E AMO ESTAR NA TELA.
PS escrevi na losa 🦋

UCEM-Comentários

UCEM-Comentários

LICÃO 139

Aceitarei a expiação para mim mesmo.

O contexto do ensino aqui é bem familiar para nós a essa altura: somos confrontados por uma decisão entre o ego e o Espírito Santo, e escolhemos nos identificar com o conceito de um ser separado em vez da memória da nossa Identidade como Cristo. Quando escolhemos a individualidade do ego em vez do princípio de Expiação do Espírito Santo de que a separação nunca aconteceu, nos identificamos com um falso ser, estabelecendo a necessidade da Expiação, ou de correção da nossa escolha equivocada. Ao aceitarmos a Expiação para nós mesmos, o objetivo final do Um Curso em Milagres, nos lembramos do nosso Ser.

Quando aceitamos a Expiação para nós mesmos, percebendo que o Espírito Santo fala a verdade e o ego mente, atingimos o fim da escolha. Teremos recuperado o poder de nossas mentes, sabendo claramente que essa habilidade tomadora de decisões não tem nada a ver com o cérebro do corpo. Por escolher irrevogavelmente a verdade, a necessidade de uma escolha termina, porque o equívoco foi desfeito. O propósito do milagre é assim cumprido, ao retornarmos à parte tomadora de decisões das nossas mentes, a origem do sonho que nós agora desfazemos.

Minha mente certa aceitou quem eu sou porque a vida está lá. Lembre-se, se o Espírito Santo é a memória de Deus, Ele também é a memória da Vida. Se essa memória está na minha mente, tem que haver uma parte de mim que compartilha daquele pensamento. Quando Jesus diz “Ele aceitou porque está vivo”, está falando da mente certa. Também existe a mente errada que julgou contra a vida, aceitando o julgamento do ego sobre quem nós somos. Nós, portanto, vemos mais uma vez uma descrição da mente dividida: as mentes certa e errada, e, por implicação, o tomador de decisões que escolhe entre elas.

A verdade é que nós somos como Deus nos criou. Ainda que tenhamos tentado negar a verdade, nada aconteceu: “nenhuma nota na canção do Céu foi perdida” (T-26.V.5:4). A presença do Espírito Santo em nossas mentes é a asseguração desse fato. Além disso, se a Expiação está em nossas mentes, existe uma parte de nós que já se identificou com ela. Uma vez que negamos o que estabelecemos como verdadeiro, nossas mentes estão divididas. É por isso que existe um conflito perene em nossas mentes, e um conflito perene no mundo. Nós estamos continuamente em guerra conosco mesmos, um conflito designado pelo ego para proteger a si mesmo contra nossa escolha pela quieta memória do Amor de Deus, o inimigo da individualidade.

O ego nos diz que a dúvida e a incerteza são a realidade aqui, e como crianças em idade escolar, realmente somos encorajados a fazer perguntas. De fato, através do todo o Um Curso em Milagres, Jesus fala conosco como crianças pequenas, encorajando-nos a fazer perguntas a ele. No entanto, permanece a verdade de que estar incerto ou em um estado de questionamento nega nosso verdadeiro Ser. A Expiação desfaz a negação, como já vimos, removendo o véu que ocultou a verdade da perfeita certeza da nossa Identidade como Cristo.

_“Nada do que o mundo acredita é verdadeiro”_ porque o mundo é baseado em um pensamento ilusório, insano. Essa é outra declaração inequívoca à qual você deveria prestar atenção cuidadosa, e depois observar como você quer fazer transigências à sua verdade. Todas as pessoas questionam “o que são”, no entanto, a única maneira de poderem saber a resposta é liberarem os pensamentos que fazem parte desse mundo: separação, julgamento, especialismo e doença. O que permanece é a certeza da Expiação, que as lembra da sua Identidade. Assim, o mundo serve a um propósito diferente quando elas escolhem o perdão do instante santo, o meio de se lembrar do seu Ser.

A Expiação nos diz simplesmente que é impossível não conhecermos nosso Ser, porque essa é a realidade. A memória de quem somos está dentro de nós; nós meramente nos defendemos contra ela. No entanto, ele pacientemente aguarda nossa escolha, conforme retornamos de novo e de novo, até fazermos a escolha final.

Jesus nos pede para não tentarmos dar sentid

o a um sistema de pensamento que não pode ser compreendido, nem explicar o que é inconcebível. Isso também significa que não deveríamos tentar entender a verdade, que está além de nossas capacidades como egos. Assim, Jesus nos encoraja a aceitarmos a verdade, sem tentarmos entendê-la.

Quando eu aceito a Expiação para mim mesmo, o amor e a paz em minha mente automaticamente se estendem à mente de todos, porque o Filho de Deus é um. Então, eu me torno seu lembrete, assim como Jesus foi o meu, da escolha que ele pede a todos nós para fazermos. Esse amor e paz dizem que você pode fazer a mesma escolha que eu fiz, pois eu não sou curado sozinho – minha cura é a da Filiação.

A Expiação ensina que qualquer coisa que pensemos ter acontecido não teve efeitos – a Unicidade do Filho de Deus foi totalmente não afetada por seus pensamentos de julgamento, ataque e especialismo. A aceitação desse fato feliz é o único significado verdadeiro da alegria nesse mundo.

Mais uma vez, Jesus não está falando sobre qualquer coisa externa. Nada no Um Curso em Milagres deveria ser encarado como um guia para o que você deveria fazer de forma comportamental. Ele é sempre e apenas um guia sobre o que você deveria pensar, ou até mais direto ao ponto, qual professor você deveria escolher. Uma vez que não existe corpo e nenhum mundo, por que Jesus iria dar prescrições para o comportamento? Nossa missão é simplesmente mudarmos nossas mentes, aceitarmos a Expiação para nós mesmos. Assim, realmente aceitamos a verdade, lembrando de que permanecemos como Deus nos criou.

É por isso que ter um relacionamento com o Espírito Santo ou com Jesus é central para a prática do Um Curso em Milagres. Sem Eles, seria impossível olhar sem julgamento para o que o ego está fazendo.

É útil manter em mente que se você for sério sobre aprender esse curso, precisa perceber que a criação de Deus é uma. Portanto, quaisquer pensamentos que separam você de qualquer outra pessoa constituem uma escolha consciente de tentar negar sua Identidade. Se você pensar que sua felicidade ou dor vêm de fora, estará negando o princípio da Expiação, o que significa que você não que se lembrar dele. Isso não é um pecado, mas um equívoco corrigível uma vez que você saiba que o fez. Portanto, você precisa se tornar cada vez mais vigilante para quando seus pensamentos especiais e ações atacarem a Unicidade do Filho de Deus. A idéia não é que você se sinta culpado em relação ao seu especialismo, mas que você se torne consciente dele. O propósito de Jesus é nos ajudar a fazer simplesmente isso, pois é em olhar para ego que aprendemos a aceitar a Expiação para nós mesmos, lembrando do glorioso pensamento de que através de toda a insanidade do ego, permanecemos como Deus nos criou.

Kenneth Wapnick

37. A PREOCUPAÇÃO COM O FUTURO

37. A PREOCUPAÇÃO COM O FUTURO

Os caçadores-coletores normalmente não perdiam muito tempo pensando no mês ou no verão seguinte. Já os agricultores viajavam, em sua imaginação, anos e décadas no futuro.


Os caçadores-coletores desconsideravam o futuro porque viviam do que havia disponível e somente com dificuldade conseguiam conservar alimentos ou acumular bens. É claro que eles faziam alguns planos. Os criadores da arte rupestre de Chauvet, Lascaux e Altamira quase certamente pretendiam que sua obra durasse gerações. As alianças sociais e as rivalidades políticas eram negócios de longo prazo. Muitas vezes se levava anos para retribuir um favor ou vingar uma ofensa. No entanto, na economia de subsistência da caça e da coleta, havia um limite óbvio a tal planejamento de longo prazo. Paradoxalmente, isso poupava os caçadores-coletores de muitas ansiedades. Não fazia sentido se preocupar com coisas que eles não podiam controlar.

A Revolução Agrícola tornou o futuro muito mais importante do que havia sido até então. Os agricultores sempre precisam ter o futuro em mente e trabalhar em função dele. A economia agrícola se baseava em um ciclo sazonal de produção, compreendendo longos meses de cultivo seguidos de breves períodos de colheita. Na noite após o fim de uma colheita farta, os camponeses podiam celebrar tudo o que tinham obtido, mas dali a uma semana estavam novamente se levantando ao amanhecer para uma longa jornada de trabalho no campo.

Embora houvesse comida suficiente para o dia seguinte, a semana seguinte e até mesmo o mês seguinte, eles precisavam se preocupar com os anos seguintes. A preocupação com o futuro tinha origem não só nos ciclos sazonais de produção como também na incerteza fundamental da agricultura. Uma vez que a maioria dos vilarejos vivia do cultivo de uma variedade limitada de plantas e animais domesticados, eles estavam à mercê de secas, inundações e pestes.

Os camponeses eram obrigados a produzir mais do que consumiam para que pudessem acumular reservas. Sem grãos no silo, frascos de azeite no porão, queijo na despensa e linguiças pendendo das vigas no telhado, eles passariam fome em anos ruins. E eles estavam fadados a se deparar com anos ruins, mais cedo ou mais tarde. Um camponês vivendo com base na suposição de que não haveria anos ruins não vivia por muito tempo.

Em consequência, desde o advento da agricultura as preocupações com o futuro se tornaram atores importantes no teatro da mente humana. Onde os agricultores dependiam da chuva para regar seus campos, o início da estação chuvosa significava que todas as manhãs eles olhavam para o horizonte, cheirando o vento e apertando os olhos. Aquilo era uma nuvem? As chuvas viriam em tempo? Choveria o suficiente? Tempestades violentas varreriam as sementes dos campos e destruiriam as mudas? Enquanto isso, nos vales dos rios Eufrates, Indo e Amarelo, outros camponeses monitoravam, com não menos apreensão, o nível da água. Eles precisavam que os rios subissem a fim de espalhar a camada superior de solo fértil trazida das terras altas, e enchessem de água seus vastos sistemas de irrigação. Mas as cheias fora de hora ou abundantes demais podiam destruir os campos tanto quanto uma seca. Os camponeses se preocupavam com o futuro não só porque tinham mais
motivos para se preocupar, mas também porque podiam fazer algo a respeito. Podiam limpar outro campo, cavar outro canal de irrigação, diversificar os tipos de cultivo. O camponês ansioso era tão frenético e trabalhador quanto uma formiga-cortadeira no verão, suando para plantar oliveiras cujo azeite seria prensado por seus filhos e netos, protelando até o inverno ou até o ano seguinte o consumo do alimento desejado no presente.

O estresse representado pela agricultura teve consequências importantes. Foi a base dos sistemas políticos e sociais de grande escala. Infelizmente, mesmo trabalhando duro, os camponeses quase nunca alcançaram a segurança econômica futura que tanto ansiavam. Em toda parte, brotaram governantes e elites, vivendo do excedente dos camponeses e deixando-os com o mínimo para a subsistência. Esses excedentes de alimento confiscados alimentaram a política, a guerra, a arte e a filosofia. Construíram palácios, fortes, monumentos e templos. Até o fim da era moderna, mais de 90% dos humanos eram camponeses que se levantavam todas as manhãs para trabalhar a terra com o suor da fronte.

Os excedentes que produziam alimentavam a ínfima minoria das elites – reis, oficiais do governo, soldados, padres, artistas e pensadores –, que enchem os livros de história.

A história é o que algumas poucas pessoas fizeram enquanto todas as outras estavam arando campos e carregando baldes de água.


Yuval Harari no Livro Sapiens, Uma Breve História da Humanidade

O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM A TERRA _________

O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM A TERRA
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Existe uma energia poderosa realizando uma profunda transformação no planeta. A energia da Verdade. Vinda de fontes superiores, ela emana da aura dos Mestres Ascensionados em toda a nossa casa terrena.
Ela é esterelizadora, cirurgica e vitalizadora. Opera mudanças essenciais e necessárias na mente humana.
A função dessa força é tirar o mundo da mentira e da falsidade, revelar a AUTENTICIDADE por fora e por dentro da humanidade.
Essa energia, praticamente, vos “obriga”, vos “constrange” a rever crenças, a abrir mão da teimosia em querer a vida do jeito que achais que ela deve ser, e a renunciar à tentativa de posse sobre as pessoas que amam. Momento de completa revisão no conceito do amor, da justiça e da verdade.
Quem resiste o toque renovador dessa frequência da AUTENTICIDADE, paga um alto tributo interno. O efeito é uma dolorosa sensação de desamparo e desorientação mental que retira o sentido de viver. Essa dor abre a frequência da angustia, do medo, do desespero e da tristeza. Um pesado estado íntimo de desassossego interior e cansaço com tudo.
Há um fluxo imperativo que vos impõe urgente mudança de olhar na ACEITAÇÃO da forma como a vida acontece, e sobre como as pessoas se organizam para seguir seu destino, seu mapa pessoal.
O nucleo de tudo isso é simples e claro: ou você muda o que já sabe que precisa mudar, ou a vida vai desmoronar à sua volta, reciclando freneticamente as suas ilusões.
Seus pontos de vista e formas de entendimento já não te servem mais. Hora de decisão. Hora da Verdade sobre QUEM É VOCÊ.
DÓI MUITO MAIS RESISTIR, QUE MUDAR. A expressão da sua AUTENTICIDADE é curativa, apaziguadora e revitalizadora.
Essa Energia da Verdade solicita coragem para decidir, humildade para desapegar do que te sustentou até agora na forma de ver o mundo, e muito respeito com o que você não consegue compreender por enquanto.
A vida não vai ser como você quer. As pessoas não serão como você gostaria. Abra mais os seus olhos. Intensifique mais a sua audição.

EU SOU, Seraphys Bey

CHAMADO MÍTICO!💚💚

CHAMADO MÍTICO!💚💚

Há um tempo, um Grande Conselho Galáctico foi convocado e um chamado mítico foi emitido aos inúmeros seres de Luz: os filhos do Sol, os anjos alados, mensageiros do sol, os guerreiros do arco-íris e outros seres luminosos de muitos sistemas solares.
No momento da reunião, o Amor das Galáxias Dinâmicas, o Grande Espírito entrou, enchendo-os de Graça com a sua luz celestial e disse as seguintes palavras:
"Estão convidados a encarnar em um mundo onde ocorrerá uma grande transformação."
Vocês que responderão a este apelo, irão para um lugar de evolução planetária, onde as ilusões do medo e da separação são fortes professores.
Chamo aqueles com os dons e talentos necessários para assegurar que atuem lá como meus emissários, para elevar e transformar as frequências do planeta Terra, simplesmente incorporando e ancorando a presença do Amor ali.
"Vocês serão os criadores de uma nova realidade, a realidade da oitava dourada."
O Amor das Galáxias, continuou: "Em outras viagens cada um de vocês tem provado ser navegantes intuitivos, capazes de despertar as consciências e alinhar seus corações para os impulsos do Amor puro e serviço compassivo."
Como mensageiros do Sol e portadores da tocha, você já provaram que mantêm a luz no alto, e assim eu convido vocês para encarnar maciçamente entre as tribos da Terra para ajudar a Gaia e todos os seus filhos na sua transformação.
Esta é a parte do plano em que vocês serão velados pelo esquecimento. No entanto, enquanto se lembram do sentimento da inocência infantil e confiança, se tornarão elevadores harmônicos, neste ciclo de iniciação para a Terra.
Encarnarão estrategicamente, frequentemente nas áreas vibracionais mais densas do planeta. Para alguns, esta ilusão de separação do amor poderá criar sentimentos de desolação, falta de apoio e alienação. Mas, reconhecendo sua humanidade, seu amor vai transformar as profundezas da dualidade e sua luz irá incentivar a muitos.
"Sua participação neste desafio é puramente voluntária, no entanto, esta mudança transformadora sobre a Terra é muito especial e preciosa.
Se vocês chegaram a aceitar essa missão, terão a oportunidade de catalisar e sintetizar tudo o que foi conseguido durante muitas encarnações, recebendo a oferta especial de um salto quântico de suas consciências.
É importante para vocês escolherem como dançarão com Terra Gaia e seus filhos enquanto ela conclui sua cerimônia de Luz."
Assim falou o Criador, a Luz de Galáxias.
E foi assim como os seres luminosos, que formaram numerosas Alianças, Federações e Conselhos dos fiéis às estrelas, escolheram encarnar no planeta Terra para ajudar neste evento crucial, o despertar do sonho planetário.
Houve até um processo de proteção do plano, concebido para despertar a estas criaturas da ilusão da separação e do véu do esquecimento que é tão comum sobre a Terra.
Os seres luminosos que iriam viajar para ajudar Gaia concordaram em avivar as memórias uns dos outros. Assim, esses códigos de sementes estelares deixaram códigos sob diversas formas, tais como sons, cores, luzes, imagens, palavras e símbolos, uma ressonância vibracional que os ajudaria a lembrar-se do seu compromisso com a Luz.
Foi acordado que essas chaves codificadas apareceriam em toda parte: na arte e na música visionárias, em olhares penetrantes, em conversas e sentimentos, tudo criando um profundo desejo de despertar e tornar-se a encarnação do Amor.
Assim vocês, os filhos do Sol, agora estão sendo banhados com a água da lembrança, preparados como guerreiros do arco-íris para cumprir a promessa do novo e antigo mito, simplesmente para consolidar a presença do Amor na Terra. Sua escolha amorosa vai descansar no manto dos deuses, enviando ondas de cura e Amor pelo corpo receptivo de Gaia.
Enquanto você desperta neste tempoo, seus dons despertarão e habilitarão a outros.
Usando as ferramentas do riso, canto, dança, humor, alegria, confiança e amor, você estará criando uma onda de transformação profunda que transmutará as limitações do antigo mito da dualidade e separação, fazendo o milagre da Paz e Unidade sobre a Te

rra.
Use seus dons em benefício de Gaia.
Em uma supernova de consciência, Gaia e seus filhos ascenderão em vestes de Luz, formando um corpo luminoso de Luz de Amor para renascer até as estrelas.
O chamado mítico foi emitido. O grande desafio já começou. Despertem, guerreiros do arco-íris, mensageiros do sol, seres luminosos das Alianças Galácticas, Federações e Conselhos.
Antigos caminhantes do céu, mais uma vez formados neste momento, permaneçam na beleza e no poder do Amor de Gaia.
Deixem de lado a desconfiança. Vocês são crianças divinas do Sol.
Vão onde seu coração levá-los para compartilhar seus grandes dons. Entreguem-se a magia da Terra. Recordem que nós dançamos e cantamos aqui pelo Coração Único.

ROMMY FLECK

UM PRESENTE DO ARCANJO MIGUEL CREDO DA NOVA ERA ©

UM PRESENTE DO ARCANJO MIGUEL
CREDO DA NOVA ERA ©
Por Ronna/Escriba Sagrada

1 . Amem o seu Deus Pai/Mãe com toda a sua essência. Amem a si mesmos incondicionalmente como uma Centelha Divina do Criador. Amem a todos como amam a si mesmos.

2 . Saibam que vocês são os guardiães da Terra e de todas as formas de vida que nela habitam – os reinos da natureza, animal, elemental e humano. Protejam, preservem e honrem todas as expressões da vida.

3 . Vivam a sua vida com a alegria, a espontaneidade e o encanto de uma criança. Empenhem-se em viver um legado de amor e esperança. Aproveitem a jornada da vida e esforcem-se para cumprir sua missão terrena com a sua melhor capacidade.

4 . Mantenham uma atitude permanente de gratidão e vivam cada dia como se o espírito estivesse assentado nos seus ombros como um observador. Pratiquem o não julgamento e procurem o bem em todos.

5 . Seu objetivo é retornar ao equilíbrio do corpo, da mente e do espírito. A polaridade e a dualidade não os afetarão mais quando vocês trilharem o caminho do meio.

6 . Busquem e reivindiquem sua verdade mais elevada e então a vivam com integridade. Permitam aos demais o mesmo direito.

7 . Aprendam e utilizem as leis universais da manifestação – as ferramentas concedidas por Deus, que os ajudarão na criação da sua versão do Paraíso na Terra.

8 . Compartilhem a sabedoria que vocês integraram com os outros – primeiro pelo exemplo, depois por meio das ações e finalmente pelas palavras.

9 . Reivindiquem seu Direito Inato Divino: ao amor, à alegria, à paz, à saúde e à abundância que são seus como uma dádiva do seu Deus Pai/Mãe.

10 . Cada dia, invoquem a sua poderosa Presença EU SOU para iluminá-los intensamente, guiá-los e protegê-los e então, escutem suas advertências internas. Recorram ao poderoso Anjo do Perdão e à Chama Violeta no final de cada dia para equilibrar, harmonizar e transmutar qualquer energia dissonante que vocês projetaram naquele dia, tornando-a assim inofensiva e passando das leis de causa e efeito para um estado de graça.

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Voem borboletas já se despiram dos  casulos que lhe foram necessários após longo período de lagartas. Prossigam rumo à vossa  multidimensionalidade com leveza, alegria e confiança. 📖💡⭐⭐⭐

ADAPTAÇÃO E INTEGRAÇÃO

ADAPTAÇÃO E INTEGRAÇÃO
Inspiração diária de Kate Spreckley
22 de Maio de 2019 
 
Não podemos continuar seguindo os mesmos caminhos antigos, fazendo as mesmas coisas antigas, sentindo as mesmas velhas emoções familiares e tendo os mesmos velhos pensamentos. Novos potenciais estão surgindo para reformar nosso mundo e nos capacitar como um coletivo a avançarmos juntos. Este é um momento emocionante à medida que redescobrimos o valor e o mérito de uma alma guiada, e de uma realidade dirigida pela alma.

Este não tem sido o mais fácil dos tempos, pois tudo o que não é mais relevante ou útil está sendo eliminado. No entanto, à medida que você se adapta às mudanças internas e transformações, uma percepção mais profunda de sua alma se tornará mais evidente. Esta percepção irá guiá-lo para aquilo que tem valor, mérito e que apoia a construção de sua nova vida. Saiba que você mudou e você é capaz de se integrar plenamente à nova realidade emergente. O passado está no passado. Deixe-o lá. Defina o seu curso e comprometa-se com o seu caminho. Faça escolhas sábias e ponderadas e dirija sua vida a partir de um espaço de amor.

"EU SOU A MAJESTOSA E VITORIOSA PRESENÇA

Se  dizeis  "EU  SOU  A  MAJESTOSA  E VITORIOSA  PRESENÇA  que  preenche  todos  os cargos governamentais", abençoados  sereis  em  fazê-lo. vereis que Não  deveis  acreditar  que  estais deixando  vossa  imaginação  divagar  porque sentis  a  aproximação  da  Grande  Presença Individualizada. Regozijai-vos,  crede  nessa  Grande Presença  que  mantém  em  vós  tudo  o  que possais  desejar  ou  usar.  Vós  não  dependeis de  coisas  externas.  Penetrando  alegremente neste  Magno  Poder  e  Presença,  que  contém tudo,  sereis  sempre  providos  de  tudo  no momento  em  que  sentirdes  alguma necessidade. Eu  quero  que  sintais  e  aceiteis prazerosos  e  que  todo  vosso  ser  reconheça, que  o  poder  de  precipitação  não  é  um  mito;  é real. Ao  aceitardes  este  sentimento profundamente,  tereis  a  precipitação  de  tudo o  que  desejardes.

EU SOU A Presença de Deus aqui e ali ,em todo lugar.

Durante as várias idas e vindas a este plano, trazemos ao nosso interior mais profundo mecanismos limitadores a que aqui são denominados implantes.

 Tais mecanismos aderem ao nosso campo psíquico, encarnando conosco. Se nas nossas sucessivas encarnações, com vistas ao nosso aprimoramento houve as  brechas para a aderência de mecanismos controladores, houve mais ainda o aproveitamento do aprendizado para a elevação,  por isso estamos aqui, diante da oportunidade para a remoção destes. 

Ao vir para este planeta abrimos vasto campo para o crescimento interior, vencendo a montanha do orgulho que cega e ao atravessar o deserto de nós mesmos nos deparamos com a elucidação de quem somos, para no labor da vida terrana nos oportunizar a germinação de sementes de Deus, operantes neste orbe em amor. Aqui,  findo este curso,  estamos como do início,  em plena liberdade,  cientes do EU SOU e aptos a nos manter sem as amarras limitadoras em todos os nossos corpos.


EU SOU A Presença de Deus aqui e ali ,em todo lugar.

ORIGON

ORIGON


Diante desta nova era que vivenciamos com os dons que trouxemos cravados em nossa alma associados aos talentos Cristicos, nos vemos diante das tarefas a partir das nossa Maestria.

Toda esta contextualização é para girar a chave em você. Chave esta que assumimos o compromisso de girar, e rememorar em seu interior para o que viemos realizar com as energias quânticas.

Venha fazer  parte de um grupo que  TE AGUARDA   para realizar as transformações  na Terra  em amor.

Respire consciente, traga para o cardíaco,  e  escute o seu EU SUPERIOR , ele te guiará.

EU SOU A ENERGIA DE DEUS EM AÇÃO.

Preparação e dicas para médiuns iniciantes

Preparação e dicas para médiuns iniciantes

Por Umbanda Luz Divina

Ao chegar no Terreiro para um dia de trabalho, isso depois da preparação que deve ter sido feita antes, com banhos e etc., evite aquelas conversas sobre assuntos do dia a dia, seus problemas, suas amarguras, ou mesmo as amarguras dos outros. Busque desde a sua chegada entrar em contato com as energias que ali existem e que foram criadas por todos que ali freqüentam.

Para tal, prefira o silêncio aos papos desnecessários, a introspecção, observação de seus próprios processos mentais, ao invés de ficar observando o comportamento alheio, mesmo que de irmãos de corrente seus. Cabe ao Dirigente verificar se estão ou não em acordo com o que pretende o Terreiro e seus Mentores Espirituais. Nesse estado de introspecção, de preferência de olhos fechados, o que ajuda bastante, tente ir sentindo, não o que ocorre a seu lado fisicamente, mas “no ar”; a seu lado; espiritualmente.

Relaxe o mais que puder e tente com isso, abrir ou expandir sua Aura em volta de todo o seu corpo, para que a sensibilidade para outros planos seja facilitada. Você pode, durante esse processo, já ir tentando contato com suas entidades protetoras e guias, ainda que sem incorporações, através de orações por exemplo, apenas para que elas se acheguem a você e estejam tão próximas quanto possível durante todo o tempo de Gira.

Faça isso e, talvez não consiga na primeira ou segunda vez, mas chegará a um ponto em que sentirá a presença deles quase que fisicamente, se bem que alguns prefiram se fazer notar transmitindo-lhe mentalmente, ou seu Ponto Cantado ou alguma coisa mais que os identifiquem. Só você é quem vai, na medida em que isso for sendo “treinado”, sentindo mais e mais. E veja bem: isso deve ser praticado antes mesmo de se iniciar a gira.

Saber usar a agrégora, energia padrão do Terreiro, com a finalidade de melhorar seus dons é coisa que poucos fazem, acontece que essa agrégora, sendo forte, facilita esse intercâmbio entre você e o Mundo Astral que circunda seu Terreiro através dos vínculos que essa agrégora tem com todas as entidades que ali trabalham.

Não podemos aqui expressar em quanto tempo cada um vai sentir e/ou ver melhor o que ocorre “do outro lado” ou mesmo “dar melhores incorporações” porque isso vai depender de cada um e de seu próprio esforço nesse sentido, mas que essa simples mudança de comportamento antes das seções pode melhorar acentuadamente todos os seus processos mediúnicos, disso você pode ter certeza!

Começando a Seção, mantenha-se o mais possível, em estado de relaxamento mental, tentando mentalizar o que cada Ponto Cantado diz. Os Pontos Cantados têm, como objetivo primeiro o de desviar a atenção dos médiuns dos problemas que o envolvem no dia a dia e concentrar suas mentes nos rituais que vão se proceder. As letras dos Pontos Cantados, de uma forma geral, nos induzem a imagens de seres,situações e locais que fortalecem nossas crenças e nos dão a certeza de estarmos bem assistidos por nossos amigos e mensageiros, mas isso em se tratando de Pontos Cantados mesmo, com fundamentos.

Agora vamos expor as vantagens desse trabalho mental voltando sempre sua mente para o que está ou deveria estar acontecendo no Astral, dentro do Terreiro:

1º- Sua mente estará sempre ocupada com pensamentos e mentalizações positivas, evitando se deixar levar pelo cotidiano ou mesmo por pensamentos e fixações negativas;

2º- Sua mente estará criando condições que propiciem a criação de energias de teor positivo que fatalmente agirão sobre ela, seu corpo físico e seu estado psíquico;

3º- Pelo efeito das duas vantagens anteriores, sua Aura estará sendo relaxada, mais expandida, o que o fará mais propenso, pela sensibilidade nesse caso, tanto a incorporações menos traumáticas, menos “sacolejadas”, como mais seguras, ocorrendo o mesmo no caso de vidência e clariaudiência;

4º- Como sua mente vai estar voltada para criações de imagens de teor positivo, mesmo com o relaxamento de sua Aura as entidades de menor evolução terão dificuldade ou mesmo ficarão impossibilitadas de nela penetrarem, o que por si só, já será um filtro contra o Baixo Astral;

5º- Sua mente estará sendo trabalhada em cada sessão, por você mesmo, ainda que não perceba de imediato, para focalizar planos e energias de cada vez mais alto teor vibratório, o que equivale a dizer que estará ampliando seu Padrão Vibratório e, nesse caso, sintonizando-o pouco a pouco com Energias e Entidades pertencentes a níveis superiores de Evolução.

É claro que essa sintonia com os níveis superiores não se dará “da noite para o dia” , como se costuma dizer, levará mais tempo ou menos tempo, de acordo com seu próprio esforço. Mas nunca é tarde para se começar até porque, às vezes, mesmo sem o sabermos, já estamos na metade do caminho, ou mais.

A mediunidade de incorporação, talvez seja a forma mais passiva de contato com entidades e energias do Plano Astral porque, nessa técnica, para que a incorporação seja a melhor possível, o médium deve basicamente focalizar sua mente na falange ou entidade que pretende que incorpore e relaxe o máximo possível. Todo o restante é feito pela entidade que chega e vai tomando os pontos a serem comandados: respiração, pernas, braços, mente, voz e outros. Por ser uma forma de contato passiva, o médium tem que confiar em si mesmo e na entidade que se aproxima lhe entregando de corpo e mente.

Com o passar do tempo e o melhoramento da sensibilidade mediúnica, não só o desenvolvedor mas todas as entidades que com você vierem a trabalhar, ao se achegarem emitirão sinais particulares para que você os possa identificar. Por exemplo: algumas entidades chegam cantando seus Pontos ao seu ouvido. Já outras além do Ponto Cantado ou mesmo sem ele, se utilizam de sensações específicas no corpo material do médium e, dessa forma, alguns lhes assobiam no ouvido ou nos ouvidos, outros lhes dobram um certo dedo da mão, outros lhe dão uma pontada em uma outra região do corpo, enfim, se utilizam de sinais que para eles e o médium se tornam característicos de suas presenças. O médium reconhecendo esses sinais característicos, e neles confiando, passa a criar em si condições que propiciem à entidade uma boa incorporação, relaxando e voltando sua atenção totalmente para aquela que se achega.

Você deve saber que médiuns, principalmente os de mediunidade kármica, costumam ter à sua volta um grupamento de espíritos e/ou elementais com os quais já se comprometeu a trabalhar, antes mesmo do reencarne. Acontece que nesses casos, quando o médium, ou está atrasado no cumprimento de seu Karma ou mesmo por ansiedade dessas próprias entidades, ao chegar no Terreiro, é quase que “invadido” por uma ou mais de uma entidade que “quer logo garantir seu lugar”.

Pode parecer brincadeira mas não é! Pode acontecer uma situação dessas, e há vezes em que mais de uma entidade tenta “entrar” na faixa vibratória disponível desse médium ao mesmo tempo. Como nem ele nem essas entidades têm ainda treinamento para fazê-lo, acabam por provocarem esse choque de vibrações com violentos choques na matéria, sacolejos e mesmo os tombos que acontecem, mesmo que você não acredite, de ambos os lados (médium e entidades).

Nesse caso, as entidades praticamente se “trombam” na ânsia de assumirem um lugar ou se definirem como presentes. Pela inexperiência dessas entidades em flexibilizarem seus padrões vibratórios ou a densidade de seus Corpos Astrais, acabam as duas, criando o choque de Auras que além de afetar o médium acaba por afetá-las da mesma forma.

Em casos como esse, cabe ao Dirigente do Terreiro ou ao Chefe Espiritual, a doutrinação dessas entidades no intuito de ensiná-las que não pode ser dessa forma. Claro que médiuns que sofrem esse problema têm que ser melhor assistidos pelo seu Dirigente até que a “demanda” do outro lado se resolva e todos possam chegar em paz.

O problema maior, na maioria dos terreiros, às vezes, está na forma do desenvolvimento das faculdades mediúnicas, pois constantemente vemos vários dirigentes de terreiros induzirem pessoas portadoras de determinados desequilíbrios a desenvolverem sua mediunidade. Esse conselho é muito utilizado por aqueles que não têm um conhecimento estruturado sobre o assunto.

Nesses casos, a prudência aconselha que se faça um tratamento espiritual, com afirmação em valores morais sólidos, afim de o companheiro em questão, possa se fortalecer espiritualmente, pois sua mediunidade guarda a característica de ser atormentada, se encontrando muitas das vezes, obsedado por espíritos que, em alguns casos, querem se vingar de um passado onde tiveram experiências em comum. Sendo assim, não se deve desenvolver algo que esteja enfermo, é preciso reequilibrar suas energias, para depois assumir o compromisso na área mediúnica, se é que este realmente exista.

Outro problema é o costume de alguns dirigentes de terreiro, fazerem uma espécie de preparação com seus “filhos”, raspando-lhes a cabeça ou firmando seu Santo ou seu Orixá regente. Esse costume se reporta mais aos cultos africanos e não propriamente dito a Umbanda. Mas mesmo sabendo disso alguns companheiros, que guardam em seus trabalhos raízes nesses cultos, continuam, algumas vezes, com alguns costumes.

Nós umbandistas devemos reconhecer que a verdadeira preparação para um bom desenvolvimento mediúnico, é a elevação da nossa vida moral, esse sim é um dos valores indispensáveis em qualquer caminho que um filho de Deus se encontre, e que sempre baseados nas Leis da Caridade e do Amor, possamos seguir firmes nos objetivos elevados propostos pelos mentores espirituais da Umbanda.

A Umbanda crê que o médium tem o compromisso de servir como um instrumento de guias ou entidades espirituais superiores. Para tanto, deve se preparar através do estudo, desenvolvendo a sua mediunidade, sempre prezando a elevação moral e espiritual, da aprendizagem conceitual e prática da Umbanda, sempre respeitando os guias e Orixás; ter assiduidade e compromisso com sua casa, ter caridade em seu coração, amor e fé em sua mente e espírito, e saber que a Umbanda é uma prática que deve ser vivenciada no dia-a-dia, e não apenas no terreiro.

Uma das regras básicas da umbanda é que a mediunidade não deve ser vista ou vivenciada vaidosamente como um dom ou poder maior concedido ao médium, mas sim como um compromisso e uma oportunidade que lhe foi dada para resgate kármico e expiação de faltas pregressas antes mesmo da pessoa reencarnar. Por isso não deve ser encarada como um fardo ou como uma forma de ganhar dinheiro, mas como uma oportunidade valiosa para praticar o bem e a caridade.

Existe médiuns que acabam distorcendo o verdadeiro papel que lhes foi dado e se envaidecem, agindo de forma leviana em suas vidas. O médium deve tangir sua vida como sendo um mensageiro de Deus, dos Orixás e Guias. Ter um comportamento moral e profissional dígnos, ser honesto e íntegro em suas atitudes, pois do contrário acabará atraindo forças negativas, obsessores ou espíritos revoltados que vagam pelo mundo espiritual atrás de encarnados desequilibrados e que estejam na mesma faixa vibracional que eles.

Por isso, desenvolver a mediunidade é um processo que deve ser encarado de forma séria e regido através de um profundo estudo da religião seguido por conceitos morais e éticos. Ser orientado e iniciado por uma casa que pratica o bem é essencial. As pessoas que são médiuns e tem o trabalho mediúnico como missão, devem levar sempre isso muito a sério, ter muito amor e dar valor ao que fazem, tendo sempre boa vontade nos trabalhos de seu terreiro e na vida diária.

Mediunidade é coisa séria e participar de uma corrente mediúnica, mais ainda, é preciso que entendam seus deveres e obrigações e faça cada um a sua parte, e que sejamos consientes de que nem todos somos médiuns de incorporação, e não é porque não estamos trabalhando incorporados que não devemos ser atentos aos deveres que nos competem.

O médium deve tomar, sempre que necessário, os banhos de descarrego adequados aos seus Orixás e Guias, estar pontualmente no terreiro com sua roupa sempre limpa, conversar sempre com o chefe espiritual do terreiro quando estiver com alguma dúvida, problema espiritual ou material.

Bem, acreditamos que você agora já tenha uma idéia mais clara do que é e como funciona a mediunidade, e passa também ver como é importante que você faça a sua parte, buscando a cada dia, a cada seção, a cada aprendizado melhorar sua ligação vibracional com o mundo astral.

CONTRA A REENCARNAÇÃO

CONTRA A REENCARNAÇÃO

(...)

Ora, contra uma lei da Natureza, que é necessariamente obra de Deus, não há sistema que possa prevalecer, nem anátemas que a possam anular, assim como não anularam o movimento da Terra e os períodos da criação.

A pluralidade das existências, o renascimento, se se quiser, é uma condição inerente à natureza humana, como a de dormir, e necessária ao progresso da alma.

É sempre lamentável quando uma religião se obstina em ficar na retaguarda dos conhecimentos adquiridos, porque chega o momento em que, ultrapassada pela onda irresistível das ideias, ela perde o seu crédito e a sua influência sobre todos os homens instruídos.

Livro: Revista Espírita: Jornal de Estudos Psicológicos - Ano VI 1863 (nº 11 - novembro de 1863) - Allan Kardec

Tempo da Regra Áurea

Tempo da Regra Áurea

"Assim, tudo o que vos quereis que os homens vos façam, fazei-o também vos a eles; esta é a lei e os profetas." (Matheus cap.7 v.12)

Faremos hoje o bem a que aspiramos receber.

Alimentaremos para com os semelhantes os sentimentos que esperamos alimentem eles para conosco.

Pensaremos acerca do próximo somente aquilo que estimamos pense o próximo quanto a nós.

Falaremos as palavras que gostariamos de ouvir.

Retificaremos em nós tudo o que nos desagrade nos outros.

Respeitaremos a tarefa do companheiro como aguardamos respeito para a responsabilidade que nos pesa nos ombros.

Consideraremos o tempo, o trabalho, a opinião e a família do vizinho tão preciosos quanto os nossos.

Auxiliaremos sem perguntar, lembrando como ficamos felizes ao sermos auxiliados sem que dirijam perguntas.

Ampararemos as vítimas do mal com a bondade que contamos receber em nossas quedas, sem estimular o mal e sem esquecer a fidelidade a prática do bem.

Trabalharemos e serviremos de moldes que reclamamos do esforço alheio.

Desculparemos incondicionalmente as ofensas que nos sejam endereçadas no mesmo padrão de confiança dentro do qual aguardamos as desculpas daqueles a quem porventura tenhamos ofendido.

Conservaremos o nosso dever em linha reta e nobre, tanto quanto desejamos retidão e limpeza nas obrigações daqueles que nos cercam.

Usaremos paciência e sinceridade para com os nossos irmãos, na medida com que esperamos de todos eles paciência e sinceridade, junto de nós.

Faremos, enfim, aos outros o que desejamos que os outros nos façam.

Para que o amor não enlouqueça em paixão e para que a justiça não se desmande em despotismo, agiremos persuadidos de que o tempo da regra áurea, em todas as situações, agora ou no futuro, será sempre hoje.

Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
Opinião Espírita. Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz

OS MÉDIUNS E O MEDO DA MEDIUNIDADE..

OS MÉDIUNS E O MEDO DA MEDIUNIDADE...

Um dos maiores empecilhos para o médium deseducado é a própria catarse do transe...

Pelo fato do receio de perder o controle de si mesmo...

Aliado à demonização das religiões existentes no inconsciente coletivo...

Pois na sua cabeça ou imaginação significa que a manifestação é uma coisa “ruim”...

Até do "demônio", acompanhada de uma espécie de “apagão”...

Anestesia geral...

Bloqueando seus sentidos, audição, visão, tato, olfato e paladar...

Isso não mais ocorre, a perda total da consciência...

E justamente são esses sentidos alterados, mas conscientes...

Que os espíritos utilizam para a manifestação!

Quando devidamente educados, objetivando o aconselhamento espiritual...

O medo ativa o psiquismo negativamente!

Interferindo na integração mediúnica com a entidade...

Na incorporação do médium!

LIVRO MEDIUNIDADE DE TERREIRO - Norberto Peixoto

O TAPETINHO VERMELHO...

O TAPETINHO VERMELHO...

Uma pobre mulher morava em uma humilde casa com sua neta, que estava muito doente.

Como não tinha dinheiro para levá-la a um médico e, vendo que, apesar de seus muitos cuidados, a pobre menina piorava a cada dia, com muita dor no coração, resolveu deixá-la sozinha e ir à pé até a cidade mais próxima, em busca de ajuda.

No único hospital público da região, foi-lhe dito que os médicos não poderiam se deslocar até sua casa; ela teria que trazer a menina para ser examinada.

Desesperada, por saber que sua neta não conseguiria sequer levantar-se da cama, ao passar em frente a uma igreja resolveu entrar. Algumas senhoras estavam ajoelhadas fazendo suas orações. Ela também se ajoelhou.

Ouviu as orações daquelas mulheres e quando teve oportunidade, também levantou sua voz e disse:

“Olá, Deus, sou eu, a Maria. Olha, a minha neta está muito doente. Eu gostaria que o Senhor fosse lá curá-la. Por favor. Anote aí, Deus, o endereço.”

As demais senhoras estranharam o jeito daquela oração, mas continuaram ouvindo.

“É muito fácil, é só o Senhor seguir o caminho das pedras e, quando passar o rio com a ponte, o Senhor entra na segunda estradinha de barro. Passa a vendinha. A minha casa é o último barraquinho daquela ruazinha.”

As senhoras que tudo acompanhavam esforçavam-se para não rir.

Ela continuou: “Olha Deus, a porta tá trancada, mas a chave fica embaixo do tapetinho vermelho na entrada. Por favor, Senhor, cure a minha netinha. Obrigado.” E quando todas achavam que já tinha acabado, ela complementou: “Ah! Senhor, por favor, não se esqueça de colocar a chave de novo embaixo do tapetinho vermelho, senão eu não consigo entrar em casa. Muito obrigado, obrigado mesmo.”

Depois que a Dona Maria foi embora, as demais senhoras soltaram o riso e ficaram comentando como é triste descobrir que as pessoas não sabem nem orar.

Mas, Dona Maria, ao chegar em casa não pode se conter de tanta alegria, ao ver a menina sentada no chão, brincando com suas bonecas.

“Menina, você já está de pé?!?”

E a menina, olhando carinhosamente para a avó, disse: “Um médico esteve aqui, vovó. Deu-me um beijo na testa e disse que eu ia ficar boa. E eu fiquei boa. Ele era tão bonito, vó! Sua roupa era tão branquinha que parecia até que brilhava. Ah! ele mandou lhe dizer que foi fácil achar a nossa casa e que ele ia deixar a chave debaixo do tapetinho vermelho, do jeitinho que você pediu

"Deus não quer palavras bonitas Ele quer palavras sinceras"

“Vosso Pai sabe o que lhes é necessário, antes de vós pedirdes."
Palmas e cantos, tambores e sons na Umbanda

Por Engels de Xangô

Palmas e cantos, assim como a presença de atabaques e dos Pontos Cantados dão vida à Umbanda.

E todos podem auxiliar para que as Giras sejam cada vez mais fortalecidas e vibrantes!

A importância de bater palmas e cantos para acompanhar o toque do atabaque junto com quem comanda os trabalhos é essencial na Umbanda.

A energia gerada pela soma das ações de todos estimula, vibra e modifica os ambientes.
E assim eles se tornam favoráveis à nossa prática religiosa.

São muitas as culturas que fazem uso da música como forma de se religar com o Divino.
E não apenas com o som, mas com a dança também.

A música, as palmas e cantos, os ritmos, etc, estão aí, desde os tempos mais remotos.
Eles colaboram para criar um vínculo mágico e astral com o plano espiritual.

E a Umbanda não só reconhece como também faz uso deste mesmo conhecimento primordial.

Todo som produz frequência de ondas eletromagnéticas que, se vibrada no tom e na cadência certa, pode atingir as mais variadas esferas astrais.

Daí a importância dos atabaques (tocado com as mãos dos atabaqueiros ou ogãs).
Dos Pontos Cantados (orações na forma de cântico, com letra e melodia próprias a cada Orixá ou alma trabalhadora da Umbanda) dos umbandistas presentes nas Giras, que com suas palmas e cantos ritmados auxiliam na composição do ambiente.

Assim, se um dia você estiver de visita a uma Casa de Umbanda e lá os trabalhos usarem ‘tambor’, palmas e cantos, participe!

A harmonia das palmas e dos sons facilitam para que os médiuns se desliguem das distrações terrenas. Assim, podem se concentrar inteiramente no ritmo dos pontos.

Dessa forma, facilitam a incorporação do médium, que fica adormecido momentaneamente.

Assim, todos podem ajudar para que o atendimento espiritual seja o melhor possível.

Todos ajudam a manter os pensamentos focados na energia circundante e na alegria de pertencer a esta maravilhosa religião, onde a soma de todos é infinitamente maior quando a verdadeira fé nos une!

– Qual o papel do diálogo e da repreensão na educação da criança?

RAUL TEIXEIRA RESPONDE

Livro Desafios da Educação, 1.a edição,  questão 5, de Camilo, psicografado por José Raul Teixeira e publicado pela Editora Fráter Livros Espíritas, de Niterói-RJ
 
– Qual o papel do diálogo e da repreensão na educação da criança?

O diálogo vai acostumando a criança a apresentar idéias, suas opiniões e concepções, diante de idéias, opiniões e concepções de outras pessoas, começando com seus pais e familiares. O diálogo torna-se notável instrumento democrático para o posicionamento da criança perante os adultos, profundamente educativo, impedindo a formação de personalidades caprichosas, que só estão satisfeitas quando podem ditar a última palavra, sempre.

A repreensão é, por sua vez, um instrumento a ser utilizado quando o diálogo com as boas conclusões não surte efeito, ou quando a criança se fecha às possibilidades da boa conversa. A repreensão, em si mesma, é uma chamada de atenção, sem que haja, obrigatoriamente, qualquer postura de violência.

MAÇONARIA

Mensagem do Cigano Vladimir para os umbandistas

Mensagem do Cigano Vladimir para os umbandistas

Mensagem do Cigano Vladimir para os umbandistas

Por Umbanda Eu Curto

A mensagem do Cigano Vladimir traduz, em certa medida, muito do que a Linha dos Ciganos traz para a Umbanda.

Leia e entenda melhor!

Pois pouco se sabe e muito se especula a respeito dos Ciganos espirituais.

Afinal, espíritos Ciganos, em sua grande maioria, são espíritos de pessoas que tiveram uma vivência como ciganos na Terra.
Assim, são pessoas que já passaram por muita tristeza e sofrimento, mas que nunca deixaram de sorrir e bailar com alegria.
Essa é a nossa missão na Terra: trazer alegria!

Então, assim como outros falangeiros da Umbanda, podemos ajudar a fazer com que os filhos da Terra aprendam e valorizem os pequenos prazeres da vida, coisas que a maioria de vocês não sabe aproveitar.

A saber apreciar “una bela Luna”, aprender a trabalhar com ela, ouvir o canto dos pássaros, sentir-se renovado com a natureza como a planta que deixa suas folhas velhas caírem para renascerem fortes e belas na próxima estação.

Portanto, peço que deixem de nos mistificar!

Além disso, estudem e entendam como agiam os antepassados ciganos.

Entrem em contato com seus próprios antepassados antes de deduzirem ou afirmarem que o único papel do Povo Cigano é trazer amor de volta ou que cigano só trabalha com amor.

Certamente nós, ciganos, sempre fomos muito amados e odiados.
Sempre fomos intensos, por sermos autênticos.

Ainda mais que os “gadgés” (não-ciganos) sempre cobiçaram nossa liberdade e nossas mulheres.
Mas não hesitavam em humilhá-las se estivessem frente ao próprio povo.

Ou seja, a hipocrisia sempre existiu.

O medo do novo e do diferente sempre existiu.
Mas não deixem que esse medo os paralise. Sejam vocês. Sejam autênticos.

Mensagem do Cigano Vladimir é uma mensagem da Linhagem Cigana

Cigano é muito mais que bailado, amor e festa.
Pelo contrário, do lado de cá trabalhamos e muito, realizando todo tipo de trabalho em auxílio aos irmãos encarnados.
Assim, auxiliamos os que por gratidão ou afinidade energética admiram nosso povo, nossos costumes, os que já estiveram conosco em vida terrena.

Por consequência, trabalhamos com cura física, espiritual, na ativação do amor divino, com os 4 elementos da natureza (a natureza é o nosso maior tesouro!): terra, fogo, água e ar.

Acender uma vela nunca pode ser algo aleatório; o fogo é magia divina!
Fazer fogo é ativar um elemento poderosíssimo. O fogo tanto cura como queima.

Cigano é magia!

Mas não qualquer magia. Não é pronunciar umas palavras e pronto.

Somos magia divina de vida, sempre respeitando nossas hierarquias, os desígnios de Deus e de nossa Mãe Santa Sara Kali.

Posto que nenhuma oferenda ou magia aos Ciganos ou a qualquer espírito que responda a uma Ordem do Alto, do nosso Pai Maior, deverá ser à toa ou por motivo fútil.
Enfim, pensem bem na felicidade que buscam.
Igualmente, não pensem numa felicidade onde somente seu Ego será preenchido. Isso não é ser feliz.

Lembrem que trabalhamos em conjunto.
Assim, não adianta acender vela se no coração não há luz (e isso não fui eu quem inventei, mas um amigo Preto Velho de vocês).

Estudo, dedicação e fé.
É o que aconselho a vocês que desejam trabalhar conosco. Da mesma forma, respeito ao nosso Povo e aos nossos costumes.
E que Santa Sara Kali abençoe a todos.

Assim me despeço através das mãos desta que foi uma de nós…

E que ainda falará mais a nosso respeito.

A mensagem do Cigano Vladimir é só um pequeno exemplo.

Opcthá a magia cigana!

Força, Coragem e Luz a todos.

Mensagem canalizada por Patrícia Trajano Gonçalves em 02/09/2010

Alcoolismo



Alcoolismo

Não admitas bebidas alcoólicas em tua casa e, mesmo nas recepções festivas que ofereças, não faças concessão a elas.
O álcool entorpece as faculdades e compromete o aprendizado do espírito.
Se algum de teus familiares é dado a beber em excesso, sem o intuito de pregar moralismo, busca auxiliá-lo a se libertar do vício.
O álcool, mais que as drogas, é responsável pela destruição de muitos lares e são incontáveis os dramas cármicos que engendra na Terra.
A pretexto de descontração e alegria, não tomes o primeiro gole.
A obsessão persistente se prevalece de diminuta fresta de invigilância para se instalar.
No entanto, se bebes, jamais o faças diante dos teus menores, para que não venhas, mais tarde, a te arrepender do que lhes ensinaste.
As crianças tendem a repetir o que observam nos adultos.
Na maioria das vezes, o alcoólatra é um espírito frágil evitando o confronto consigo mesmo.
E quem bebe quase sempre torna-se mais retraído no bem e mais ousado no mal.

Livro: Teu Lar, do espírito Irmão José/psicografia Carlos A. Baccelli

terça-feira, 30 de julho de 2019

Cartas de Osho

 Cartas de Osho 🙏🏻

Osho - "Ego, o falso centro"



O primeiro ponto a ser compreendido é o ego.


Uma criança nasce sem qualquer conhecimento, sem qualquer consciência de seu próprio eu. E quando uma criança nasce, a primeira coisa da qual ela se torna consciente não é ela mesma; a primeira coisa da qual ela se torna consciente é o outro. Isso é natural, porque os olhos se abrem para fora, as mãos tocam os outros, os ouvidos escutam os outros, a língua saboreia a comida e o nariz cheira o exterior. Todos esses sentidos abrem-se para fora. O nascimento é isso.

Nascimento significa vir a este mundo, o mundo exterior. Assim, quando uma criança nasce, ela nasce neste mundo. Ela abre seus olhos, vê aos outros. O "outro" significa o tu. Ela primeiro se torna consciente da mãe. Então, pouco a pouco, ela se torna consciente de seu próprio corpo. Este também é o outro, também pertence ao mundo. Ela está com fome e passa a sentir o corpo; quando sua necessidade é satisfeita, ela esquece o corpo.

É desta maneira que a criança cresce.

Primeiro ela se torna consciente do você, do tu, do outro, e então, pouco a pouco, contrastando com você, tu, ela se torna consciente de si mesma. Essa consciência é uma consciência refletida. Ela não está consciente de quem ela é. Ela está simplesmente consciente da mãe e do que esta pensa a seu respeito. Se a mãe sorri, se ela aprecia a criança, se diz: "Você é bonita", se ela a abraça e a beija, a criança sente-se bem a respeito de si mesma. Agora um ego está nascendo. Através da apreciação, do amor, do cuidado, ela sente que é boa, ela sente que tem valor, ela sente que tem importância. Um centro está nascendo. Mas esse centro é um centro refletido. Ela não é o ser verdadeiro. A criança não sabe quem ela é; ela simplesmente sabe o que os outros pensam a seu respeito.

E esse é o ego: o reflexo, aquilo que os outros pensam. Se ninguém pensa que ela tem alguma utilidade, se ninguém a aprecia, se ninguém lhe sorri, então, também, um ego nasce - um ego doente, triste, rejeitado, como uma ferida; sentindo-se inferior, sem valor. Isso também é o ego. Isso também é um reflexo.

Primeiro a mãe - e mãe, no início, significa o mundo. Depois os outros se juntarão à mãe, e o mundo irá crescendo. E quanto mais o mundo cresce, mais complexo o ego se torna, porque muitas opiniões dos outros são refletidas. O ego é um fenômeno acumulativo, um subproduto do viver com os outros. Se uma criança vive totalmente sozinha, ela nunca chegará a desenvolver um ego. Mas isso não vai ajudar. Ela permanecerá como um animal. Isso não significa que ela virá a conhecer o seu verdadeiro eu, não. O verdadeiro pode ser conhecido somente através do falso, portanto, o ego é uma necessidade. Temos que passar por ele. Ela é uma disciplina. O verdadeiro pode ser conhecido somente através da ilusão. Você não pode conhecer a verdade diretamente. Primeiro você tem que conhecer aquilo que não é verdadeiro. Primeiro você tem que encontrar o falso. Através desse encontro, você se torna capaz de conhecer a verdade. Se você conhece o falso como falso, a verdade nascerá em você.

O ego é uma necessidade; é uma necessidade social, é um subproduto social. A sociedade significa tudo o que está ao seu redor, não você, mas tudo aquilo que o rodeia. Tudo, menos você, é a sociedade. E todos refletem. Você irá para a escola e o professor refletirá quem você é. Você fará amizade com outras crianças e elas refletirão quem você é. Pouco a pouco, todos estão adicionando algo ao seu ego, e todos estão tentando modificá-lo, de tal forma que você não se torne um problema para a sociedade.

Eles não estão interessados em você. Eles estão interessados na sociedade.

A sociedade está interessada nela mesma, e é assim que deveria ser. Ela não está interessada no fato de que você deveria se tornar um conhecedor de si mesmo. Interessa-lhe que você se torne uma peça eficiente no mecanismo da sociedade. Você deveria ajustar-se ao padrão. Assim, estão tentando dar-lhe um ego que se ajuste à sociedade. Ensinam-lhe a moralidade. Moralidade significa dar-lhe um ego qu

e se ajustará à sociedade. Se você for imoral, você será sempre um desajustado em um lugar ou outro.

É por isso que colocamos os criminosos nas prisões - não que eles tenham feito alguma coisa errada, não que ao colocá-los nas prisões iremos melhorá-los, não. Eles simplesmente não se ajustam. Eles criam problemas. Eles têm certos tipos de egos que a sociedade não aprova. Se a sociedade aprova, tudo está bem.

Um homem mata alguém - ele é um assassino. E o mesmo homem, durante a guerra, mata milhares - e torna-se um grande herói. A sociedade não está preocupada com o homicídio, mas o homicídio deveria ser praticado para a sociedade - então tudo está bem. A sociedade não se preocupa com moralidade.

Moralidade significa simplesmente que você deve se ajustar à sociedade.

Se a sociedade estiver em guerra, a moralidade muda. Se a sociedade estiver em paz, existe uma moralidade diferente. A moralidade é uma política social. É diplomacia. E toda criança deve ser educada de tal forma que ela se ajuste à sociedade; e isso é tudo, porque a sociedade está interessada em membros eficientes. A sociedade não está interessada no fato de que você deveria chegar ao autoconhecimento. A sociedade cria um ego porque o ego pode ser controlado e manipulado. O eu nunca pode ser controlado e manipulado. Nunca se ouviu dizer que a sociedade estivesse controlando o eu - não é possível. E a criança necessita de um centro; a criança está absolutamente inconsciente de seu próprio centro. A sociedade lhe dá um centro e a criança pouco a pouco fica convencida de que este é o seu centro, o ego dado pela sociedade.

Uma criança volta para casa - se ela foi o primeiro aluno de sua classe, a família inteira fica feliz. Você a abraça e a beija, e você coloca a criança no colo e começa a dançar e diz: "Que linda criança! Você é um motivo de orgulho para nós." Você está dando um ego a ela. Um ego sutil. E se a criança chega em casa abatida, fracassada, um fiasco - ela não pode passar, ou ela tirou o último lugar - então ninguém a aprecia e a criança sente-se rejeitada. Ela tentará com mais afinco na próxima vez, porque o centro se sente abalado. O ego está sempre abalado, sempre à procura de alimento, de alguém que o aprecie. É por isso que você está continuamente pedindo atenção.

Ouvi contar:

Mulla Nasrudin e sua esposa estavam saindo de uma festa, e Mulla disse:

"Querida, alguma vez alguém já lhe disse que você é fascinante, linda, maravilhosa?"

Sua esposa sentiu-se muito, muito bem, ficou muito feliz. Ela disse:

"Eu me pergunto por que ninguém jamais me disse isso."

Nasrudin disse: "Mas então de onde você tirou essa idéia?"

Você obtém dos outros a idéia de quem você é. Não é uma experiência direta. É dos outros que você obtém a idéia de quem você é. Eles modelam o seu centro.


Esse centro é falso, porque você contém o seu centro verdadeiro. Este não é da conta de ninguém. Ninguém o modela, você vem com ele. Você nasce com ele. Assim, você tem dois centros. Um centro com o qual você vem, que lhe é dado pela própria existência. Este é o eu. E o outro centro, que lhe é dado pela sociedade - o ego. Ele é algo falso - e é um grande truque. Através do ego a sociedade está controlando você. Você tem que se comportar de uma certa maneira, porque somente então a sociedade o aprecia. Você tem que caminhar de uma certa maneira: você tem que rir de uma certa maneira; você tem que seguir determinadas condutas, uma moralidade, um código. Somente então a sociedade o apreciará, e se ela não o fizer, o seu ego ficará abalado. E quando o ego fica abalado, você já não sabe onde está, quem você é. Os outros lhe deram a idéia.

Essa idéia é o ego.

Tente entendê-lo o mais profundamente possível, porque ele tem que ser jogado fora. E a menos que você o jogue fora, nunca será capaz de alcançar o eu. Por estar viciado no centro, você não pode se mover, e você não pode olhar para o eu. E lembre-se, vai haver um período intermediário, um intervalo, quando o ego estará despedaçado, quando você não saberá quem você é, quando você não saberá para onde está indo, quando tod

os os limites se dissolverão. Você estará simplesmente confuso, um caos.

Devido a esse caos, você tem medo de perder o ego. Mas tem que ser assim. Temos que passar através do caos antes de atingir o centro verdadeiro. E se você for ousado, o período será curto. Se você for medroso e novamente cair no ego, e novamente começar a ajeitá-lo, então, o período pode ser muito, muito longo; muitas vidas podem ser desperdiçadas.

Ouvi dizer:

Uma criancinha estava visitando seus avós. Ela tinha apenas quatro anos de idade. De noite, quando a avó a estava fazendo dormir, ela de repente começou a chorar e a gritar:

"Eu quero ir para casa. Estou com medo do escuro."

Mas a avó disse:

"Eu sei muito bem que em sua casa você também dorme no escuro; eu nunca vi a luz acesa: Então por que você está com medo aqui?"

O menino disse:

"Sim, é verdade - mas aquela é a minha escuridão. Esta escuridão é completamente desconhecida."

Até mesmo com a escuridão você sente: "Esta é minha."

Do lado de fora - uma escuridão desconhecida. Com o ego você sente: "Esta é a minha escuridão." Pode ser problemática, pode criar muitos tormentos, mas ainda assim, é minha. Alguma coisa em que se segurar, alguma coisa em que se agarrar, alguma coisa sob os pés; você não está em um vácuo, não está em um vazio. Você pode ser infeliz, mas pelo menos você é.

Até mesmo o ser infeliz lhe dá uma sensação de "eu sou". Afastando-se disso, o medo toma conta; você começa a sentir medo da escuridão desconhecida e do caos - porque a sociedade conseguiu clarear uma pequena parte do seu ser... É o mesmo que penetrar em uma floresta. Você faz uma pequena clareira, você limpa um pedaço de terra, você faz um cercado, você faz uma pequena cabana; você faz um pequeno jardim, um gramado, e você sente-se bem. Além de sua cerca - a floresta, a selva. Aqui tudo está bem; você planejou tudo. Foi assim que aconteceu. A sociedade abriu uma pequena clareira em sua consciência. Ela limpou apenas uma pequena parte completamente e cercou-a. Tudo está bem ali. Todas as suas universidades estão fazendo isso. Toda a cultura e todo o condicionamento visam apenas limpar uma parte, para que você possa se sentir em casa ali.

E então você passa a sentir medo. Além da cerca existe perigo. Além da cerca você é, tal como dentro da cerca você é - e sua mente consciente é apenas uma parte, um décimo de todo o seu ser. Nove décimos estão aguardando no escuro. E dentro desses nove décimos, em algum lugar, o seu centro verdadeiro está oculto.

Precisamos ser ousados, corajosos. Precisamos dar um passo para o desconhecido.

Por um certo tempo, todos os limites ficarão perdidos.

Por um certo tempo, você vai sentir-se atordoado.

Por um certo tempo, você vai sentir-se muito amedrontado e abalado, como se tivesse havido um terremoto.

Mas se você for corajoso e não voltar para trás, se você não voltar a cair no ego, mas for sempre em frente, existe um centro oculto dentro de você, um centro que você tem carregado por muitas vidas.

Esta é a sua alma, o eu.

Uma vez que você se aproxime dele, tudo muda, tudo volta a se assentar novamente. Mas agora esse assentamento não é feito pela sociedade. Agora, tudo se torna um cosmos e não um caos; nasce uma nova ordem. Mas esta não é a ordem da sociedade - é a própria ordem da existência. É o que Buda chama de Dharma, Lao Tsé chama de Tao, Heráclito chama de Logos. Não é feita pelo homem. É a própria ordem da existência.

Então, de repente tudo volta a ficar belo, e pela primeira vez, realmente belo, porque as coisas feitas pelo homem não podem ser belas. No máximo você pode esconder a feiúra delas, isso é tudo. Você pode enfeitá-las, mas elas nunca podem ser belas. A diferença é a mesma que existe entre uma flor verdadeira e uma flor de plástico ou de papel. O ego é uma flor de plástico, morta. Não é uma flor, apenas parece com uma flor. Até mesmo lingüisticamente, chamá-la de flor está errado, porque uma flor é algo que floresce. E essa coisa de plástico é apenas uma coisa e não um florescer. Ela está morta. Não há vida nela. Você tem um centro que floresce dent

ro de você. Por isso os hindus o chamam de lótus - é um florescer. Chamam-no de o lótus das mil pétalas. Mil significa infinitas pétalas. O centro floresce continuamente, nunca para, nunca morre. Mas você está satisfeito com um ego de plástico. Existem algumas razões para que você esteja satisfeito. Com uma coisa morta, existem muitas vantagens. Uma é que a coisa morta nunca morre. Não pode - nunca esteve viva. Assim você pode ter flores de plástico, e de certa forma elas são boas. Elas são permanentes; não são eternas, mas são permanentes. A flor verdadeira, a flor que está lá fora no jardim, é eterna, mas não é permanente. E o eterno tem uma maneira própria de ser eterno. A maneira do eterno é nascer muitas e muitas vezes... e morrer. Através da morte, o eterno se renova, rejuvenesce.

Para nós, parece que a flor morreu - ela nunca morre. Ela simplesmente troca de corpo, assim está sempre fresca. Ela deixa o velho corpo e entra em um novo corpo. Ela floresce em algum outro lugar, nunca deixa de estar florescendo.

Mas não podemos ver a continuidade porque a continuidade é invisível. Vemos somente uma flor, outra flor; nunca vemos a continuidade. Trata-se da mesma flor que floresceu ontem. Trata-se do mesmo sol, mas em um traje diferente.

O ego tem uma certa qualidade - ele está morto. É de plástico. E é muito fácil obtê-lo, porque os outros o dão a você. Você não o precisa procurar; a busca não é necessária para ele. Por isso, a menos que você se torne um buscador à procura do desconhecido, você ainda não terá se tornado um indivíduo. Você é simplesmente uma parte da multidão. Você é apenas uma turba. Quando você não tem um centro autêntico, como você pode ser um indivíduo? O ego não é individual. O ego é um fenômeno social - ele é a sociedade, não é você. Mas ele lhe dá um papel na sociedade, uma posição na sociedade. E se você ficar satisfeito com ele, você perderá toda a oportunidade de encontrar o eu.

E por isso você é tão infeliz.

Com uma vida de plástico, como você pode ser feliz? Com uma vida falsa, como você pode ser extático e bem-aventurado? E esse ego cria muitos tormentos, milhões deles. Você não pode ver, porque se trata da sua escuridão. Você está em harmonia com ela. Você nunca reparou que todos os tipos de tormentos acontecem através do ego? Ele não o pode tornar abençoado; ele pode somente torná-lo infeliz.

O ego é o inferno.

Sempre que você estiver sofrendo, tente simplesmente observar e analisar, e você descobrirá que, em algum lugar, o ego é a causa do sofrimento. E o ego continua encontrando motivos para sofrer.

Uma vez eu estava hospedado na casa de Mulla Nasrudin. A esposa estava dizendo coisas muito desagradáveis a respeito de Mulla Nasrudin, com muita raiva, aspereza, agressividade, muito violenta, a ponto de explodir. E Mulla Nasrudin estava apenas sentado em silêncio, ouvindo. Então, de repente, ela se voltou para ele e disse:"Então, mais uma vez você está discutindo comigo!" Mulla disse: "Mas eu não disse uma única palavra!"

A esposa replicou: "Sei disso - mas você está ouvindo muito agressivamente." Você é um egoísta, como todos são. Alguns são muito grosseiros, evidentes, e estes não são tão difíceis. Outros são muito sutis, profundos, e estes são os verdadeiros problemas.

O ego entra em conflito com outros continuamente porque cada ego está extremamente inseguro de si mesmo. Tem que estar - ele é uma coisa falsa. Quando você nada tem nas mãos, mas acredita ter algo, então haverá um problema. Se alguém disser: "Não há nada", imediatamente começa a briga porque você também sente que não há nada. O outro o torna consciente desse fato. O ego é falso, ele não é nada.

E você também sabe isso.

Como você pode deixar de saber isso? É impossível! Um ser consciente - como pode ele deixar de saber que o ego é simplesmente falso? E então os outros dizem que não existe nada - e sempre que os outros dizem que não existe nada, eles batem numa ferida, eles dizem uma verdade - e nada fere tanto quanto a verdade. Você tem que se defender, porque se você não se defende, se não se torna defensivo, o

nde estará você?

Você estará perdido. A identidade estará rompida.

Assim, você tem que se defender e lutar - este é o conflito. Um homem que alcança o eu nunca se encontra em conflito algum. Outros podem vir e entrar em choque com ele, mas ele nunca está em conflito com ninguém.

Aconteceu de um mestre Zen estar passando por uma rua. Um homem veio correndo e o golpeou duramente. O mestre caiu. Logo se levantou e voltou a caminhar na mesma direção na qual estava indo antes, sem nem ao menos olhar para trás. Um discípulo estava com o mestre. Ele ficou simplesmente chocado. Ele disse:

"Quem é esse homem? O que significa isso? Se a gente vive desta maneira, qualquer um pode vir e nos matar. E você nem ao menos olhou para aquela pessoa, quem é ela, e por que ela fez isso?"

O mestre disse: "Isso é problema dela, não meu."

Você pode entrar em choque com um iluminado, mas esse é seu problema, não dele. E se você fica ferido nesse choque, isso também é problema seu. Ele não o pode ferir. É como bater contra uma parede - você ficará machucado, mas a parede não o machucou.

O ego sempre está procurando por algum problema. Por quê?

Porque se ninguém lhe dá atenção o ego sente fome. Ele vive de atenção.

Assim, mesmo se alguém estiver brigando e com raiva de você, mesmo isso é bom, pois pelo menos você está recebendo atenção. Se alguém o ama, isso está bem. Se alguém não o está amando, então até mesmo a raiva servirá. Pelo menos a atenção chega até você. Mas se ninguém estiver lhe dando qualquer atenção, se ninguém pensa que você é alguém importante, digno de nota, então como você vai alimentar o seu ego?

A atenção dos outros é necessária.

Você atrai a atenção dos outros de milhões de maneiras; veste-se de um certo jeito, tenta parecer bonito, comporta-se bem, torna-se muito educado, transforma-se. Quando você sente o tipo de situação que está ocorrendo, você imediatamente se transforma para que as pessoas lhe dêem atenção. Esta é uma forma profunda de mendicância. Um verdadeiro mendigo é aquele que pede e exige atenção. Um verdadeiro imperador é aquele que vive em sua interioridade; ele tem um centro próprio, não depende de mais ninguém.

Buda sentado sob sua árvore Bodhi... Se o mundo inteiro de repente vier a desaparecer, isso fará alguma diferença para Buda? - nenhuma. Não fará diferença alguma, absolutamente. Se o mundo inteiro desaparecer, não fará diferença alguma porque ele atingiu o centro.

Mas você, se sua esposa foge, se ela pede divórcio, se ela o deixa por outro, você fica totalmente em pedaços - porque ela lhe dava atenção, carinho, amor, estava sempre à sua volta, ajudando-o a sentir-se alguém. Todo o seu império está perdido, você está simplesmente despedaçado. Você começa a pensar em suicídio. Por quê? Por que, se a esposa o deixa, você deveria cometer suicídio? Por que, se o marido a deixa, você deveria cometer suicídio? Porque você não tem um centro próprio. A esposa estava lhe dando o centro; o marido estava lhe dando o centro.

É assim que as pessoas existem. É assim que as pessoas se tornam dependentes umas das outras. É uma profunda escravidão. O ego tem que ser um escravo. Ele depende dos outros. E somente uma pessoa que não tenha ego é, pela primeira vez, um mestre; ela deixa de ser uma escrava. Tente entender isso. E comece a procurar o ego - não nos outros, isso não é da sua conta, mas em você. Toda vez que se sentir infeliz, imediatamente feche os olhos e tente descobrir de onde a infelicidade está vindo, e você sempre descobrirá que é o falso centro que entrou em choque com alguém.

Você esperava algo e isso não aconteceu. Você esperava algo e justamente o contrário aconteceu - seu ego fica estremecido, você fica infeliz. Simplesmente olhe, sempre que estiver infeliz, tente descobrir a razão.

As causas não estão fora de você.

A causa básica está dentro de você - mas você sempre olha para fora, você sempre pergunta:

Quem está me tornando infeliz?
Quem está causando minha raiva?
Quem está causando minha angústia?

E se olhar para fora, você não perceberá. Simplesmente feche os olhos e olhe para

dentro. A origem de toda a infelicidade, a raiva, a angústia, está oculta dentro de você;é o seu ego.

E se você encontrar a origem, será fácil ir além dela. Se você puder ver que é o seu próprio ego que lhe causa problemas, você vai preferir abandoná-lo - porque ninguém é capaz de carregar a origem da infelicidade, uma vez que a tenha entendido.

E lembre-se, não há necessidade de abandonar o ego.

Você não o pode abandonar.

Se você o tentar abandonar, estará apenas conseguindo um outro ego mais sutil, que diz: "Tornei-me humilde".

Não tente ser humilde. Isso é o ego novamente; às escondidas, mas não morto.

Não tente ser humilde.

Ninguém pode tentar ser humilde e ninguém pode criar a humildade através do próprio esforço - não. Quando o ego já não existe, uma humildade vem até você. Ela não é uma criação. É uma sombra do seu verdadeiro centro.

E um homem realmente humilde não é nem humilde nem egoísta. Ele é simplesmente simples.

Ele nem ao menos se dá conta de que é humilde.

Se você se dá conta de que é humilde, o ego continua existindo. Olhe para as pessoas humildes... Existem milhões que acreditam ser muito humildes. Eles se curvam com facilidade, mas observe-as - elas são os egoístas mais sutis. Agora a humildade é a sua fonte de alimento. Elas dizem: "Eu sou humilde", e olham para você esperando que você as valorize. Gostariam que você dissesse: "Você é realmente humilde, na verdade, você é o homem mais humilde do mundo; ninguém é tão humilde quanto você."E então observe o sorriso que surge em seus rostos.

O que é o ego? O ego é uma hierarquia que diz: "Ninguém se compara a mim." Ele pode se alimentar da humildade - "Ninguém se compara a mim, sou o homem mais humilde."

Aconteceu certa vez:

Um faquir - um mendigo - estava orando em uma mesquita, de madrugada, enquanto ainda estava escuro. Era um dia religioso qualquer para os muçulmanos, e ele estava orando e dizendo:

"Eu não sou ninguém, eu sou o mais pobre dos pobres, o maior pecador entre os pecadores."

De repente havia mais uma pessoa orando. Era o imperador daquele país, e ele não havia percebido que havia mais alguém ali orando - estava escuro e o imperador também estava dizendo:

"Eu não sou ninguém. Eu não sou nada. Eu sou apenas um vazio, um mendigo à sua porta."

Quando ouviu que mais alguém estava dizendo a mesma coisa, o imperador disse:

"Pare! Quem está tentando me superar? Quem é você? Como ousa dizer, diante do imperador, que você não é ninguém, quando ele está dizendo que não é ninguém?"

É assim que o ego funciona. Ele é tão sutil! Suas maneiras são tão sutis e astutas; você deve estar muito, muito alerta, somente então você o perceberá. Não tente ser humilde. Apenas tente ver que todo o tormento, toda a angústia vem através dele.

Apenas observe! Não há necessidade de o abandonar. Você não o pode abandonar. Quem o abandonará? Então o abandonador se tornará o ego. Ele sempre volta. Faça o que fizer, fique de fora, olhe, e observe. Qualquer coisa que você faça - modéstia, humildade, simplicidade - nada vai ajudar. Somente uma coisa é possível, e esta é simplesmente observar e ver que o ego é a origem de toda a infelicidade. Não diga isso. Não repita isso.

Observe.

Porque se eu disser que ele é a origem de toda a infelicidade e você repetir isso, então será inútil. Você tem que chegar a esse entendimento. Sempre que você estiver infeliz, apenas feche os olhos e não tente encontrar alguma causa externa. Tente perceber de onde está vindo essa miséria. Ela está vindo do seu próprio ego.

Se você continuamente percebe e compreende, e a compreensão de que o ego é a causa chega a se tornar profundamente enraizada, um dia você repentinamente verá que ele desapareceu. Ninguém o abandona - ninguém o pode abandonar. Você simplesmente vê; ele simplesmente desapareceu, porque a própria compreensão de que o ego é a causa de toda a infelicidade, se torna o abandonar. A própria compreensão significa o desaparecimento do ego. E você é tão brilhante em perceber o ego nos outros. Qualquer um pode ver o ego do outro. Mas quando se trata do seu, surge o pr

oblema - porque você não conhece o território, você nunca viajou por ele. Todo o caminho em direção ao divino, ao supremo, tem que passar através desse território do ego. O falso tem que ser entendido como falso. A origem da miséria tem que ser entendida como a origem da miséria - então ela simplesmente desaparece.

Quando você sabe que ele é o veneno, ele desaparece.

Quando você sabe que ele é o fogo, ele desaparece.

Quando você sabe que este é o inferno, ele desaparece.

E então você nunca diz: "Eu abandonei o ego." Então você simplesmente ri de toda esta história, dessa piada, pois você era o criador de toda a infelicidade.

Eu estava olhando alguns desenhos de Charlie Brown. Em uma cena ele está brincando com blocos, construindo uma casa com blocos de brinquedo. Ele está sentado no meio dos blocos, levantando as paredes. Chega um momento em que ele está cercado: ele levantou paredes em toda a volta. E ele começa a gritar:

"Socorro, socorro!"

Ela fez a coisa toda! Agora ele está cercado, preso. Isso é infantil, mas é justamente o que você fez. Você fez uma casa em toda a sua volta, e agora você está gritando: "Socorro, socorro!" E o tormento se torna um milhão de vezes maior - porque há os que socorrem, estando eles próprios no mesmo barco.

Aconteceu de uma mulher muito atraente ir ao psiquiatra pela primeira vez. O psiquiatra disse:

"Aproxime-se, por favor."

Quando ela chegou mais perto, ele simplesmente deu um salto, abraçou e beijou a mulher.

Ela ficou chocada.

Então ele disse:

"Agora sente-se. Isso resolve o meu problema, agora, qual é o seu?"

O problema se multiplica, porque há pessoas que querem ajudar, estando no mesmo barco. E elas gostariam de ajudar, porque quando você ajuda alguém, o ego se sente muito bem, porque você é um grande salvador, um grande guru, um mestre; você está ajudando tantas pessoas! Quanto maior a multidão de seus seguidores, melhor você se sente.

Mas você está no mesmo barco - você não pode ajudar.

Pelo contrário, você prejudicará.

Pessoas que ainda têm os seus próprios problemas não podem ser de muita ajuda. Somente alguém que não tenha problemas próprios o pode ajudar. Somente então existe a clareza para ver, para ver através de você. Uma mente que não tem problemas próprios pode vê-lo, você se torna transparente. Uma mente que não tem problemas próprios pode ver através de si mesma; por isso ela torna-se capaz de ver através dos outros.

No ocidente existem muitas escolas de psicanálise, muitas escolas, e nenhuma ajuda está chegando às pessoas, mas em vez disso, causam danos. Porque as pessoas que estão ajudando as outras, ou tentando ajudar, ou pretendendo ser de ajuda, encontram-se no mesmo barco.

É difícil ver o próprio ego.

É muito fácil ver o ego dos outros. Mas esse não é o ponto, você não os pode ajudar.

Tente ver o seu próprio ego. Simplesmente observe.

Não tenha pressa de o abandonar, simplesmente observe. Quanto mais você observa, mais capaz você se torna. De repente, um dia, você simplesmente percebe que ele desapareceu. E quando ele desaparece por si mesmo, somente então ele realmente desaparece. Não existe outra maneira. Você não o pode abandonar prematuramente.

Ele cai exatamente como uma folha seca.

A árvore não está fazendo nada - apenas uma brisa, uma situação, e a folha seca simplesmente cai. A árvore nem mesmo percebe que a folha seca caiu. Ela não faz qualquer barulho, ela não faz qualquer anúncio - nada. A folha seca simplesmente cai e se despedaça no chão, apenas isso. Quando você tiver amadurecido através da compreensão, da consciência, e tiver sentido com totalidade que o ego é a causa de toda a sua infelicidade, um dia você simplesmente vê a folha seca caindo. Ela pousa no chão e morre por si mesma. Você não fez nada, portanto você não pode afirmar que você a deixou cair. Você vê que ela simplesmente desapareceu, e então o verdadeiro centro surge.

E este centro verdadeiro é a alma, o eu, o deus, a verdade, ou como o quiser chamar.

Ele é inominável, assim todos os nomes são bons.

Você pode lhe dar qualquer nome, aquele que preferir.


Ext

raído do livro "Além das Fronteiras da Mente"

Referência: Biografia de Osho;
Osho world;
Tao Te King: O Ego

Fonte: Saindo da Matrix

QUANDO ELES SE TORNAM NÓS!

036. QUANDO ELES SE TORNAM NÓS!


Os impérios desempenharam um papel decisivo em amalgamar muitas pequenas culturas em um número menor de culturas maiores. Ideias, pessoas, mercadorias e tecnologia se disseminam mais facilmente dentro das fronteiras de um império do que em uma região politicamente fragmentada. Com frequência, eram os próprios impérios que disseminavam deliberadamente ideias, instituições, costumes e normas. Uma razão era tornar a vida mais fácil para eles mesmos. É difícil governar um império em que cada pequeno distrito tem seu próprio conjunto de leis, sua própria forma de escrever, sua própria língua e seu próprio dinheiro. A padronização era uma vantagem para os imperadores.

Uma segunda razão, igualmente importante, pela qual os impérios disseminavam ativamente uma cultura comum era obter legitimidade. Pelo menos desde a época de Ciro e de Qín Shĭ Huángdì, os impérios justificaram suas ações – fosse a construção de estradas ou o derramamento de sangue – como necessárias para disseminar uma cultura superior da qual os conquistados se beneficiariam ainda mais que os conquistadores.

Os benefícios às vezes eram notáveis – aplicação de leis, planejamento urbano, padronização de pesos e medidas – e outras vezes, questionáveis – impostos, serviço militar obrigatório, culto ao imperador. Mas a maior parte das elites imperiais acreditava firmemente que estava trabalhando para o bem-estar geral dos habitantes do império. A classe dominante chinesa tratava os vizinhos de seu país e seus súditos estrangeiros como bárbaros miseráveis a quem o império deveria levar os benefícios da cultura. O Mandato do Céu foi concedido ao imperador não para explorar o mundo, mas para educar a humanidade. Os romanos também justificaram seu domínio argumentando que estavam concedendo paz, justiça e refinamento aos bárbaros. Os alemães selvagens e os gauleses pintados viviam na imundície e na ignorância até que os romanos os adestraram com a lei, os lavaram em casas de banho públicas e os aprimoraram com a filosofia. O Império Máuria, no século III a.C., adotou como missão a disseminação dos ensinamentos de Buda a um mundo ignorante. Os califas muçulmanos receberam uma ordem divina para difundir a revelação do Profeta, de forma pacífica, se possível, mas com o uso da espada, se necessário. Os impérios espanhol e português proclamaram que não eram riquezas o que procuravam nas Índias e na América, e sim adeptos para a fé verdadeira. O sol nunca se punha na missão britânica de difundir as mensagens do liberalismo e do livre comércio. Os soviéticos se sentiram obrigados a facilitar a inexorável marcha histórica do capitalismo rumo à utópica ditadura do proletariado. Hoje, muitos norte-americanos sustentam que seu governo tem o dever moral de levar aos países do Terceiro Mundo os benefícios da democracia e dos direitos humanos, mesmo que estes sejam entregues por mísseis de cruzeiro e F-16s.

As ideias culturais disseminadas pelo império raramente eram uma
criação exclusiva da elite dominante. Uma vez que a visão imperial tende a ser, por natureza, universal e inclusiva, foi relativamente fácil para as elites imperiais adotar ideias, normas e tradições onde quer que as encontrassem, em vez de se ater com fanatismo a uma única tradição conservadora. Embora alguns imperadores procurassem purificar suas culturas e retornar ao que consideravam suas raízes, a maior parte dos impérios gerou civilizações híbridas que absorveram muito dos povos dominados. A cultura imperial de Roma era grega quase tanto quanto romana. A cultura imperial abássida era parte persa, parte grega e parte árabe. A cultura imperial mongol era uma imitação da chinesa. No império dos Estados Unidos, um presidente norte-americano com sangue queniano pode comer pizza italiana enquanto assiste a seu filme preferido, Lawrence da Arábia, um épico britânico sobre a rebelião árabe contra os turcos.

Não que esse caldeirão cultural tenha tornado o processo de assimilação mais fácil para os conquistados. A civilização imperial pode muito bem ter absorvido inúmeras contribuições de diversos povos conquistados, mas o resultado híbrido ainda era estranho à grande maioria. O processo de assimilação era, com frequência, doloroso e traumático. Não é fácil abrir mão da tradição local e familiar, assim como é difícil e estressante entender e adotar uma nova cultura. Pior ainda, mesmo quando os povos dominados adotavam a cultura imperial com sucesso, podia levar décadas, se não séculos, até que a elite os aceitasse como parte de “nós”. As gerações que viviam entre a conquista e a aceitação eram deixadas ao relento. Já haviam perdido sua querida cultura local, mas não tinham permissão para participar em condição de igualdade no mundo imperial: pelo contrário, a cultura adotada continuava a vê-las como bárbaros.

Imagine um ibérico de boa ascendência vivendo um século antes da queda da Numância. Ele fala seu dialeto celta nativo com seus pais, mas aprendeu um latim impecável, com um sotaque muito leve, porque é necessário para conduzir seus negócios e lidar com as autoridades. Alimenta a predileção de sua esposa por bugigangas enfeitadas, mas fica um pouco constrangido porque ela, como outras mulheres locais, guarda esse resquício do gosto celta – ele preferiria que ela adotasse a simplicidade das joias usadas pela esposa do governante romano. Ele mesmo usa túnicas romanas e, graças ao sucesso como comerciante de gado, devido em grande parte à sua experiência com o complicado direito romano, conseguiu construir um casarão em estilo romano. Contudo, mesmo sendo capaz de recitar o Livro III das Geórgicas, de Virgílio, de memória, os romanos ainda o tratam como um semibárbaro. Ele percebe, com frustração, que nunca receberá uma nomeação para o governo ou terá acesso aos melhores assentos no anfiteatro.

No fim do século XIX, muitos indianos bem instruídos aprenderam a mesma lição com os mestres britânicos. Uma história famosa é a de um indiano ambicioso que dominou as complexidades da língua inglesa, fez aulas de dança ocidental e até se acostumou a comer com garfo e faca. Equipado com seus novos modos, viajou à Inglaterra, estudou direito na University College London e se tornou advogado. Mesmo assim, esse jovem homem das leis, aprumado em seu terno e gravata, foi jogado para fora de um trem na colônia britânica da África do Sul por insistir em viajar na primeira classe em vez de se acomodar na terceira, onde homens “de cor” como ele deviam viajar. Seu nome era Mohandas Karamchand Gandhi.

Em alguns casos, o processo de aculturação e assimilação acabou rompendo as barreiras entre os recém-chegados e a antiga elite. Os conquistados já não viam o império como um sistema estrangeiro de ocupação, e os conquistadores passaram a enxergar seus conquistados como iguais. Dominantes e dominados passaram a ver “eles” como “nós”. Todos os súditos de Roma, depois de séculos de dominação imperial, acabaram recebendo a cidadania romana. Não romanos ascenderam e passaram a ocupar os cargos mais altos entre os oficiais das legiões romanas e foram nomeados ao senado. Em 48, o imperador Cláudio admitiu no senado vários gauleses notáveis cujos “costumes, cultura e laços de matrimônio se misturaram com os nossos”, conforme observou em um discurso. Senadores arrogantes protestaram contra a inclusão desses ex-inimigos no cerne do sistema político romano. Cláudio os recordou de uma verdade inconveniente. A maioria das famílias senatoriais descendia de tribos italianas que um dia lutaram contra Roma e, mais tarde, obtiveram cidadania romana. Na verdade, conforme recordou o imperador, sua própria família era de ascendência sabina.

Durante o século II, Roma foi governada por uma linhagem de
imperadores nascidos na Península Ibérica, em cujas veias provavelmente corriam pelo menos algumas gotas de sangue ibérico. Os reinados de Trajano, Adriano, Antonino Pio e Marco Aurélio geralmente são considerados a era de ouro do império. Depois disso, todas as barreiras étnicas foram derrubadas. O imperador Lúcio Sétimo Severo (193-211) descendia de uma família púnica da Líbia. Heliogábalo (218-222) era sírio. O imperador Filipe (244-249) era conhecido informalmente como “Filipe, o Árabe”. Os novos cidadãos do império adotaram a cultura imperial romana com tanto entusiasmo que, durante séculos, e até milênios, depois que o império ruiu, continuaram a falar a língua do império, acreditar no Deus cristão que o império havia adotado de uma de suas províncias levantinas e viver segundo as leis do império.

Um processo similar ocorreu no Império Árabe. Quando foi estabelecido, em meados do século VII, era baseado em uma nítida divisão entre a elite dominante árabe-muçulmana e os subjugados egípcios, sírios, iranianos e berberes, que não eram nem árabes, nem muçulmanos. Muitos dos súditos do império adotaram gradualmente a fé muçulmana, a língua árabe e uma cultura imperial híbrida. A antiga elite árabe via esses arrivistas com profunda hostilidade, temendo perder seu status e identidade singulares. Os convertidos frustrados clamavam por uma parte equivalente no império e no mundo islâmico. Com o tempo, conseguiram. Egípcios, sírios e mesopotâmios começaram a ser cada vez mais vistos como “árabes”. Os árabes, por sua vez – fossem os árabes “autênticos” da Arábia ou os recém-cunhados do Egito e da Síria –, passaram a ser cada vez mais dominados por muçulmanos não árabes, em particular iranianos, turcos e berberes. O grande sucesso do projeto imperial árabe foi que a cultura imperial que criou foi adotada entusiasticamente por inúmeros povos não árabes, que continuaram a preservá-la, desenvolvê-la e disseminá-la – mesmo depois que o império original ruiu e os árabes, como grupo étnico, perderam seu domínio.

Na China, o sucesso do projeto imperial foi ainda mais absoluto. Por mais de 2 mil anos, uma série de grupos étnicos e culturais primeiramente considerados bárbaros foram integrados com sucesso à cultura imperial chinesa e se tornaram chineses Han (assim denominados devido ao Império Han, que governou a China de 206 a.C. a 220). A maior conquista do império chinês é continuar firme e forte, apesar de ser difícil enxergá-lo como império, exceto em áreas remotas como o Tibete e Xinj iang. Mais de 90% da população da China se considera Han e é reconhecida como tal.

Podemos entender o processo de descolonização das últimas décadas de forma similar. Durante a era moderna, os europeus conquistaram grande parte do globo com o pretexto de disseminar uma cultura ocidental superior. Foram tão bem-sucedidos que, pouco a pouco, bilhões de pessoas começaram a adotar partes significativas dessa cultura. Indianos, africanos, árabes, chineses e maoris aprenderam francês, inglês e espanhol. Começaram a acreditar em direitos humanos e no princípio da autodeterminação e adotaram ideologias ocidentais como liberalismo, capitalismo, comunismo, feminismo e nacionalismo.

Durante o século XX, grupos locais que haviam adotado valores ocidentais reivindicaram igualdade em relação a seus conquistadores europeus em nome desses mesmos valores. Muitas lutas anticolonialistas foram travadas sob as bandeiras da autodeterminação, do socialismo e dos direitos humanos, todas legados ocidentais. Assim como os egípcios, os iranianos e os turcos adotaram e adaptaram a cultura imperial que herdaram dos conquistadores árabes originais, também os indianos, africanos e chineses da atualidade aceitaram grande parte da cultura imperial de seus antigos soberanos ocidentais, ao mesmo tempo que procuraram moldá-la de acordo com suas necessidades e tradições.


Yuval Harari no Livro Sapiens - Uma Breve História da Humanidade